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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Tendências que moldam nossas vidas, expressões que definem nosso comportamento.(2)

Há uma grande quantidade de pessoas frustradas e estressadas com o excesso de caos na vida urbana. Todos os pilares da sociedade estão sendo questionados, por vezes, rejeitados. Perdemos a fé no governo, nas empresas, no casamento, na família, não confiamos em mais ninguém. Falta credibilidade nas grandes instituições e uma forma de se sentirem gratificadas emocionalmente é através do engajamento social.

Na busca de espiritualidade e de um significado para a vida, consumidores buscam aulas de voluntariado para dar uma resposta simples ao ato de consumir versus consumismo, hora de pensar em respostas para os mais diversos problemas da atual sociedade. Um consumidor mais vigilante que está aprendendo a consumir e que não toleram mais produtos de baixa qualidade, serviços e atendimento ruins. Exigem empresas com maior grau de consciência e responsabilidade. Protestam, reclamam e se engajam em causas através de pressão. A completude no ato de comprar não é mais suficiente para este consumidor-cidadão.

Surgem campanhas educativas como o da Porto Seguro, pela generosidade no trânsito, novas ONGs, sites para proteger o planeta, estágios para aprender como praticar o voluntariado.

Nem todos os jovens de hoje compartilham as ideologias contra culturais que impulsionaram a geração do “baby boomers”. Eles crescem num mundo onde os serviços são grátis, o ambiente é livre e os bens de consumo desejados, podem vir de uma co criação que ele faz parte. Também podem vir de empresas que tenham causas relevantes com o planeta, pois estão preocupadas com as mudanças climáticas, espécies desaparecendo, destruição do habitat e falta de água. O engajamento social é uma necessidade de consumidor como cidadão em redescobrir uma consciência social com base na ética, educação, meio ambiente e desejo de ser solidário. Necessidades e desejos de pessoas que compartilham interesses comuns - idéias, aspirações e medos. Fazer parte de uma causa é pertencer a essa sociedade e transformá-la em algo melhor.

Segundo uma pesquisa recente, em sua 4ª edição sobre engajamento social, 55% das empresas vê o engajamento do consumidor como essencial para sua organização. E elas buscam se comunicar através das redes sociais, prática ainda que precise de muitas melhorias para se tornar de fato um canal relevante e transparente com o consumidor. As empresas afirmam que o seu interesse em engajamento do consumidor está relacionado com o investimento emocional na sua marca. Ou seja, ainda não faz parte da sua essência, é sim parte de mais uma estratégia de marketing. Há uma “tentativa” de humanização das marcas, ainda que as práticas não correspondam ao apelo discursivo de suas propagandas, gerando falta de credibilidade na maioria das vezes.

Algumas dessas tendências serão absorvidas mais lentamente, outras já fazem parte do cotidiano de muitos de nós. Representam a solidificação dos diferentes desejos individuais presentes no inconsciente coletivo, contendo energia, variedade e estabilidade suficiente para continuar avançando no mercado até tornar-se parte do mesmo.

Consumimos signos que através de sua funcionalidade, são fontes de nossas crenças. As marcas que consumimos com seus símbolos, imagens, sentimentos percepções e sentimentos captam essas tendências e prometem entregar algo a mais, além do produto, além da sua funcionalidade. Ritos de troca e cada um de nós fazem diferentes conexões e decodificações com as experiências que cada produto ou serviço nos oferece. O futuro do consumidor não surge do nada, mas da confluência de fatores psicológicos, sociólogos, demográficos e econômicos, onde diferentes especialistas têm as peças de um grande quebra-cabeça do que pode virar hábito.

No entanto é vital que as empresas façam isso com ética, transparência e condizente com sua missão e essência.



Martha Terenzzo, é profissional de Inovação e Marketing, implementou áreas de Inovação, Marketing de alta performance em empresas como Sadia, Parmalat, Cargill, Ajinomoto, etc. Estabeleceu processos e metodologias específicas com visão na Gestão de Negócios e Inovação. Consultora de empresas de grande e médio porte para Inovação e Marketing, é Sócio-Diretora da Inova 360º. Ministra aulas e treinamentos na área de Inovação e Comportamento do Consumidor em Faculdades como Fia/Provar, ESPM, Madia School, IBMODA, in company. Formada em Marketing pela ESPM e tem curso de liderança executiva na Fundação Dom Cabral, atualmente faz Mestrado em Comunicação e Práticas de Consumo. É Vice Presidente de Informações do Retail Marketing Association-POPAI.

Martha.terenzzo@uol.com.br

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Tendências que moldam nossas vidas, expressões que definem nosso comportamento.(1) - *Por Martha Terenzzo

Vamos dar continuidade as tendências que moldam nossas vidas. Como as vimos surgem de confluências de vários fatores sociais, econômicos e psicológicos, causando certas mudanças em nossas rotinas e hábitos. Algumas delas viram necessidades após um tempo e transformam nossa sociedade; como estamos inseridos nela, assimilamos e alteramos parte do todo, com variações culturais e sociais, assim vão se formando as tendências.

A sedimentação de algumas dessas tendências tem forte conexão com a era econômica do excesso de ofertas de produtos e serviços que vivemos. Desejo de se reconectar ao passado e um tempo que não volta mais, a terceira tendência a Nostalgia-Volta ao Passado, está aí e representam a solidificação dos diferentes desejos individuais presentes no inconsciente coletivo, contendo variedade e estabilidade suficiente para continuar avançando no mercado.

As pessoas não querem mais ser tratados como multidão, Governos perdem credibilidade, o ambiente corporativo já não é mais tão atraente e gera certa desilusão, o capitalismo gerencial parece estar enfraquecido. Em quem acreditar? Em nós mesmos, atuando como cidadão, se nenhuma instituição o faz da forma como achamos melhor, nós consumidores, sentimos uma necessidade de participar de uma nova era e transformar. Surge à necessidade de fazermos algo pelo mundo, para a nossa sociedade, essa é a quarta tendência que abordaremos: SOS Social, um resgate da humanização da nossa sociedade.

Nostalgia-Volta ao Passado:

Alice no País das Maravilhas, o filme, que através de um novo olhar de Tim Burton gerou sucesso de bilheteria, teve uma quantidade imensa de produtos baseados no tema: jóias, roupas, bolsas, sapatos infantis, objetos de decoração e até inspirou cardápios de restaurantes modernos. A maluca e misteriosa estória, escrita em 1865 por Lewis Carroll voltou esse ano para encantar e resgatar um pouco da infância de “baby boomers” e conquistar novos fãs. Ao redor da estória, milhares de aparatos que nos fazem sentir certa nostalgia na fuga pelas nossas fantasias de infância.

A tendência da Volta ao Passado, através de relançamentos e “produtos vintage”, advém da saudade de uma infância despreocupada e introduz um novo sentido de leveza nas nossas vidas adultas, na maioria das vezes, excessivamente duras e sérias. Nos antigos costumes é possível encontrar certa ancoragem emocional e para sair da rotina obtendo um pouco de segurança num mundo tão moderno e urbano. A necessidade de buscar estímulos através do passado aparece através da moda principalmente.Pessoas mais velhas gastam mais com roupas temáticas, acessórios ,sapatos.Brinquedos de adultos, de Alice a toy art a necessidade nostálgica de voltar um pouquinho a experiência de ser criança ou jovem de novo.


Martha Terenzzo, é profissional de Inovação e Marketing, implementou áreas de Inovação, Marketing de alta performance em empresas como Sadia, Parmalat, Cargill, Ajinomoto, etc. Estabeleceu processos e metodologias específicas com visão na Gestão de Negócios e Inovação. Consultora de empresas de grande e médio porte para Inovação e Marketing, é Sócio-Diretora da Inova 360º. Ministra aulas e treinamentos na área de Inovação e Comportamento do Consumidor em Faculdades como Fia/Provar, ESPM, Madia School, IBMODA, in company. Formada em Marketing pela ESPM e tem curso de liderança executiva na Fundação Dom Cabral, atualmente faz Mestrado em Comunicação e Práticas de Consumo. É Vice Presidente de Informações do Retail Marketing Association-POPAI.


Martha.terenzzo@uol.com.br

twitter@marthaterenzzo9

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Tendências que moldam nossas vidas, expressões que definem nosso comportamento. Parte 1 - *Martha Terenzzo

É preciso entender o passado e o presente para determinar o futuro. Mudanças que muitas vezes são incorporadas através de inovações de serviços, negócios ou tecnologias. As ações cotidianas mais freqüentes nos auxiliam a decodificar a cultura. Analisar o que está ocorrendo é parte do dia-a-dia de profissionais de Marketing e para entender essas tendências é necessário, estar conectado aos acontecimentos invisíveis aos nossos olhos, se expor a diferentes culturas e capturar sinais e movimentos periféricos.

Analisar tendências é uma atividade extremamente importante para antecipar-se ao mercado, e ao que o mercado anseia. Entender comportamentos e expressões individuais desse cotidiano representa descobrir novas formas que o inconsciente coletivo poderá ter num futuro próximo.

Mas qual a definição para a palavra tendência? Recorri a algumas fontes, entre elas o Dicionário Analógico da Língua Portuguesa para ter parâmetros de definição sob diversas óticas.

Se usada como advérbio significa a caminho de, em busca de, em demanda de. Ao ser usado como adjetivo temos inclinado a, propenso, capaz de, destinado a. E ao usarmos como verbos têm inclinar-se, convergir,conduzir, contribuir.

Na Psicologia encontramos a definição que segue: designar certos instintos, certos impulsos do homem, na medida em que esses instintos ou impulsos são conscientemente experimentados no comportamento que o determinam.

Portanto, tendências que moldam nossas vidas surgem desta confluência de multifatores sociais, psicológicos, econômicos que causam mudanças em nossas necessidades e desejos. Transformamos e somos transformados ao mesmo tempo. Expressamos essas mudanças através de manifestações de nossos hábitos, atitudes cotidianas, usos de serviços e produtos. Ao sedimentarmos essas mudanças através de nossos hábitos individuais modificamos parte do todo. Ao longo de um período e de forma constante essas mudanças com variações mas consistentes , continuam avançando no mercado até tornar-se parte do mesmo.Assim forma-se uma tendência.

No inicio dos anos 80 e 90, dois autores nos apresentaram com algumas dessas tendências para o futuro. Primeiramente John Naisbit em 1982 contribuiu com seu livro Megatrends e em 1990, Faith Popcorn, sócia de uma das empresas de tendências mais bem conceituadas do mundo, com Click.

Após mais de 20 anos que elas foram apresentadas, inicio uma análise sobre sua real incorporação em nosso cotidiano.

Como as idéias nunca são únicas e de uma só pessoa, interpretar as tendências é partir de uma linguagem complexa ressignificada pela sociedade. A forma como tratei as tendências na época em meus planos e estratégias, a fluidez e velocidade que transformei as mesmas em tendência me diferenciou no mundo de negócios e me auxiliou a obter vantagem competitiva criando novos serviços, produtos e negócios.

Vamos a duas delas:

Encasulamento: Tendência que ocorre a muitos anos em grandes cidades urbanas e tem como principal propulsor fatos como excesso de gente, falta de segurança, disseminação de informação sobre doenças, novas bactérias e vírus que aterrorizam nossos sonhos.

Há um forte impulso de ficar dentro de casa, quando o lado de fora se torna muito ameaçador e difícil de viver. O efeito “cocooning”, ou seja, a transformação do lar em verdadeiros ninhos de segurança. Milhares de ofertas de filmes pela TV a cabo a pizzas congeladas se propagam e a Internet cada vez mais utilizada para fazer compras e escolhas antecipadas de serviços e produtos. A Internet traz uma nova forma de entreter e se relacionar, há música, novos softwares, programas de TV antecipados e todo tipo de conteúdo a preço zero.

É possível visitar um Museu de qualquer lugar do mundo a qualquer hora ou aprender uma nova profissão através de educação à distância. Maravilhoso, virtual e admirável mundo novo.

Defendemos nossa prole através de sistemas complexos de segurança nos prédios e comunidades que vivemos. Construímos muros cada vez mais altos e transformamos nossos lares em possíveis bunkers aconchegantes e cheios de opção. É nossa tendência a se proteger e se perpetuar.

Saindo fora: Depois de mais de 20 anos de ambição em grandes empresas, muitos executivos se questionam se devem ou não permanecer, se deve continuar suas carreiras nessas corporações. Geralmente baby boomers com bons salários e bônus, que investiram mais de 14 horas por dia, estão deixando seus postos e altos salários, optando por uma vida mais simples, calma e psicologicamente mais satisfatória.

Sabem que esse estilo de vida como sedentarismo, alto nível de estresse, uso de medicamentos pode causar sérios problemas a sua saúde, mas também descobriram que há maior longevidade e meios para obter uma melhor qualidade de vida. O paradoxo entre essas possibilidades leva essas pessoas a uma grande reflexão de vida. Não se trata de negar o modelo corporativo adotado e sim uma nova forma e expectativa de viver, agregada ao que foi construído por mais de 20 anos.

Alguns desses profissionais questionam o valor intrínseco para obter uma nova posição de poder, e o custo emocional para isso ocorrer. Alguns usam um período sabático que pode incluir serviços as ONGs a percorrer o Caminho de Santiago de Compostela. Encontram também outras formas de empreender e aprender. Executivos que deixam a carreira para montar seu próprio negócio, dar aulas, fazer novos cursos de especialização e mudar de carreira depois dos 40.

Conectam-se com amigos de infância encontrados nas redes sociais, revisitam seus sonhos e partem para novas experiências de vida. É um novo indivíduo carregado de experiência profissional, pronto para consumir novas formas de ser.

Tendências que moldam nossas vidas e comportamentos que expressam novos hábitos e atitudes. Transição cada vez mais veloz, virtual e mutante. Antecipá-las, uma atividade cada vez mais complexa. Nas próximas edições analisarei outras tendências presentes em nossas vidas.


*Martha Terenzzo, é profissional de Inovação e Marketing, implementou áreas de Inovação, Marketing de alta performance em empresas como Sadia, Parmalat, Cargill, Ajinomoto, etc. Estabeleceu processos e metodologias específicas com visão na Gestão de Negócios e Inovação. Consultora de empresas de grande e médio porte para Inovação e Marketing, é Sócio-Diretora da Inova 360º. Ministra aulas e treinamentos na área de Inovação e Comportamento do Consumidor em Faculdades como Fia/Provar, ESPM, Madia School, IBMODA,SEBRAE e in company. Formada em Marketing pela ESPM e tem curso de liderança executiva na Fundação Dom Cabral, atualmente faz Mestrado em Comunicação e Práticas de Consumo. É Vice Presidente de Informações do Retail Marketing Association-POPAI.
Martha.terenzzo@uol.com.br
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Tendências contemporâneas e as oportunidades para inovar, por Martha Terenzzo*

Analisar o que está ocorrendo é parte do meu dia-a-dia e para entender essas tendências é necessário ter muitas conexões, observar comportamento humano na vida real, expor-se a diferentes culturas e enxergar algumas vezes o invisível. Analisar tendências é uma atividade extremamente complexa, e muito importante para antecipar-se ao mercado. Tentar entender comportamentos e expressões individuais desse cotidiano representa descobrir novas formas que o inconsciente coletivo poderá ter no futuro.

Compartilho duas tendências que cada vez mais se solidificam no nosso cotidiano e impactam em novas oportunidades de negócios a serem exploradas, o efeito “cocooning” e a segunda carreira de “baby boomers”-pessoas com mais de 40 anos:

Encasulamento: Tendência cunhada por Faith Popcorn no início dos anos 90 e que ocorre há muitos anos em grandes cidades urbanas e tem como principal propulsor fatos como excesso de gente, falta de segurança, disseminação de informação sobre doenças, novas bactérias e vírus que aterrorizam nossos sonhos.

Um forte impulso de ficar dentro de casa, quando o lado de fora se torna muito ameaçador e difícil de viver. O efeito “cocooning”, ou seja, a transformação do lar em verdadeiros ninhos de segurança. Milhares de novos negócios e oportunidades foram criados: ofertas de filmes pela TV a cabo, pizzas congeladas, serviços delivery e a Internet cada vez mais utilizada para fazer compras e escolhas antecipadas de serviços e produtos. A web traz uma nova forma de entreter e se relacionar, há música, novos softwares, produtos que podem ser comprados ou ofertados, compra antecipada de ingresso para shows, teatro e cinema.

Defendemos nossa prole através de sistemas complexos de segurança nos prédios e comunidades que vivemos. Blindamos nossos carros, pedimos comida em casa, fazemos mais churrascos e reuniões entre amigos. Construímos muros cada vez mais altos e transformamos nossos lares em possíveis bunkers aconchegantes e cheios de opção. É nossa tendência a se proteger e se perpetuar.

Saindo fora: Depois de mais de 20 anos de ambição em grandes empresas, muitos executivos se questionam se devem ou não permanecer, se deve continuar suas carreiras nessas corporações. Geralmente baby boomers com bons salários e bônus, que investiram mais de 14 horas por dia, estão deixando seus postos e altos salários, optando por uma vida mais simples, calma e psicologicamente mais satisfatória.

Sabem que esse estilo de vida como sedentarismo, alto nível de estresse, uso de medicamentos pode causar sérios problemas a sua saúde, mas também descobriram que há maior longevidade e meios para obter uma melhor qualidade de vida. O paradoxo entre essas possibilidades leva essas pessoas a uma grande reflexão de vida. Não se trata de negar o modelo corporativo adotado e sim uma nova forma e expectativa de viver, agregada ao que foi construído.

Alguns desses profissionais questionam o valor intrínseco para obter uma nova posição de poder, e o custo emocional para isso ocorrer. Alguns usam um período sabático que pode incluir serviços às ONGs, percorrem caminhos espirituais, ou fazem novos cursos. Encontram também outras formas de empreender e aprender. Executivos que deixam a carreira para montar seu próprio negócio, dar aulas, fazem novos cursos de especialização e mudam de carreira depois dos 40.

Conectam-se com amigos de infância encontrados nas redes sociais, revisitam seus sonhos e partem para novas experiências de vida. É um novo indivíduo carregado de experiência profissional, pronto para consumir novas formas de ser. Lêem outros livros, experimentam novas viagens, consomem novas roupas. Mudam sua forma de viver.

Tendências que moldam nossas vidas e comportamentos que expressamos através de novos hábitos e atitudes. Antecipá-las, uma atividade cada vez mais complexa, mas cada vez mais fascinante, dessas criamos oportunidades de novos negócios e inovação que virão por aí.

*Martha Terenzzo - gestora de inovação e business da Inova 360º. Você pode contatá-la pelo MSN (martha.terenzzo@hotmail.com), Linkedin (martha.terenzzo@uol.com.br) ou Twitter (@marthaterenzzo9).

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sucesso do profissional de marketing não pode ser a qualquer preço, por Martha Terenzzo*

O fim não justifica os meios.

Faz tempo que me formei na ESPM, meados dos anos 80, na Rui Barbosa. O mundo não parecia tão plano e pequeno.

O cenário político brasileiro era ainda do militarismo, mas em 1983 os movimentos para as Diretas Já se iniciavam, ganhando corpo, dia-a-dia. Nós estudantes de Comunicação, participávamos algumas vezes de forma ativa como cidadãos em busca de seus direitos: opinando, indo as passeatas, participando de debates. O movimento ganhou massa crítica e finalmente em 1989, após seis anos, tivemos o direito de votar em Presidente da República.

Eu já trabalhava na área de Marketing desde o 3º ano da Faculdade, estava começando minha carreira e aprendendo. Mas algumas lições que tirei de alguns professores na época eram claras: o sucesso não pode ser obtido a qualquer preço e o profissional de Marketing tem que ter responsabilidade social com os produtos e serviços sob sua atuação.

Entre 1989 e 1998, recebi uma proposta para fazer parte de um projeto político para um candidato que precisava de um reposicionamento mercadológico. As primeiras perguntas que vieram: quem é esse candidato? Qual o papel de cidadão que vinham desempenhando até então? Qual o legado que ele vinha estabelecendo como político? Era de fato um bom líder para essa comunidade a qual ele se propunha a gerenciar?

O maior desafio era fazer uma profunda reflexão entre a oportunidade profissional que se apresentava, composta por uma excelente recompensa financeira e as respostas que procurava sobre o candidato. Afinal, o Marketing que teria que exercer para o reposicionamento do candidato era ou não ético? O fim justifica o meio?

Minha reputação foi construída com muito trabalho e sucesso de grandes marcas. E criei coragem para dizer não aquela proposta.

Em 1999, a Associação de Marketing & Negócios - ABMN e a Escola Superior de Propaganda e Marketing, iniciam a Criação do Código de Ética do Profissional de Marketing. O Coordenador do Projeto era o José Roberto Whitaker Penteado, pela ESPM tínhamos o Professor Francisco Gracioso e Armando Ferrentini, entre outros. E alguns profissionais do mercado foram chamados a colaborar. Eu estava lá. E esse marco na minha vida profissional foi muito importante. Lembrei-me da proposta financeira para reposicionar a imagem de um candidato que não correspondia aos meus valores.

Lembrei parcialmente do que dizia o Art.3º, deste documento “... e das demais normas que integram este Código de Ética, espera-se do profissional de marketing que, como pessoa e cidadão, tenham sempre presente em suas ações profissionais e pessoais, a norma ética essencial que proíbe prejudicar deliberadamente a quem quer que seja.”.

Sim, como líder que era na empresa, tinha a feito a escolha correta e segui a minha crença. Escrevi parte da história de profissionais de Marketing e um legado para gerações futuras.

Alguns anos depois, ajudei um candidato como voluntária acreditei nele e na sua mensagem. Ele foi um grande cidadão e político. Tinha o que Max Weber chamou de ética da convicção, e liderou como político com a ética da responsabilidade.

O profissional de Marketing tem responsabilidade perante a sociedade. E não podem usar as ferramentas, recursos que aprendeu para promover políticos que agem imoralmente, para os fins ou para os meios. O profissional de Marketing deve ter consciência que sua atividade impacta na vida si mesmo, da sua comunidade, da sua família, de seu país, de seu planeta.

Como profissional de Marketing tenho orgulho de expor um assunto tão importante, mas ainda timidamente discutido no dia-a-dia. Temos que assumir a tarefa de diminuir a “endemonização” da palavra “marketing” seja como adjetivo e/ou verbo nos dias de hoje, quase sempre atrelado a “política”.

Qual é a contribuição que você profissional de marketing pode dar, aqui e agora?

E como pergunta Mário Cortella, em seu livro “Qual é a tua Obra? Inquietações propositivas sobre Gestão” façam uma auto reflexão sobre o tema, questione a si próprio e outros profissionais sobre o assunto.

Questionamentos como esse ajudam a transformar o mundo. Para melhor.

*Martha Terenzzo - gestora de inovação e business da Inova 360º. Você pode contatá-la pelo MSN (martha.terenzzo@hotmail.com), Linkedin (martha.terenzzo@uol.com.br) ou Twitter (@marthaterenzzo9).

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Serendipidade, a felicidade do acaso*

Serendipidade é um termo que advém de um conto de fadas persas sobre “Os três príncipes das Serendip”. Serendip (do árabe Sarandíb) é a denominação de um antigo país que já foi chamado de Ceilão e hoje é a Sri Lanka, uma ilha a leste da Índia, na Ásia. O rei de Serendip chamou seus três filhos antes de falecer para transferir o poder e dizer que havia um grande tesouro muito próximo da superfície em suas terras.

Os três príncipes mobilizaram os homens do reino para cavar a terra, mas após anos e anos, não encontraram nenhum tesouro. Mas a terra revolvida resultou nas colheitas mais prósperas de toda a história daquele reino. No lugar do tesouro, tiveram colheitas abundantes.

Muitas descobertas são atribuídas ao acaso, mas muitas, ao fenômeno da serendipidade. Em seu livro Seeds of Discovery, o economista indiano, William Beveridge, distingue três diferentes tipos de descobertas ocasionais: intuição a partir de justaposição de idéias, intuição do tipo eureca e serendipity. Em 1754 que Horace Walpole, escritor e político inglês, usou a expressão para as descobertas ocasionais diferentes daquelas que estavam sendo buscadas.

Há serendipidades científicas famosas, tais como o banho de Arquimedes, a maçã de Newton e o post it de Art Fry, que em 1970 descobriu por acaso esse artefato que usamos tanto para brainstorming. Assim como há serendipidades históricas conhecidas como a viagem de Cristóvão Colombo, que encontrou um novo continente enquanto procurava a Índia.

Quando um fenômeno, um evento, uma observação são detectados por mentes preparadas e adequadamente interpretadas podem gerar descobertas, inventos, teorias, conhecimento para o mundo. A inovação nos dias de hoje tem certa serendipidade na capacidade de criar novo valor justamente na intersecção entre negócios e tecnologias.

A convergência das ciências, a revolução digital e o deslocamento das pessoas, proporcionam muitas possibilidades de intersecções e serendipidades. Com suas mentes abertas, conseguem enxergar e integrar tendências e padrões sobre determinado assunto.

Acontecimentos aleatórios, descobertas ocasionais, acontecem com todo mundo e a toda hora. Serendipidades que podem virar inovação. Serendipidades que podem gerar felicidade no nosso dia-a-dia ao descobrir uma nova forma de olhar para os problemas, enxergando soluções bem ali na nossa frente.
Pare 1 minuto agora e veja se você pode fazer algo diferente e de forma diferente, talvez tenha a felicidade de ter um momento de serendipidade. Ela pode estar do seu lado.


*Por Martha Terenzzo

terça-feira, 20 de abril de 2010

REINVENTE-SE por Martha Terenzzo*

REINVENTE-SE-iniciação ou como se tornar um inovador (1)

O que você fez de diferente hoje? Considera-se uma pessoa “moderna”? Acompanha a mudança de seus filhos e amigos mais jovens?

Vivemos nessa era onde a modernidade já é uma palavra ultrapassada. Muitas tarefas diárias, e parece que nunca estamos atualizados em relação ao que acontece ao nosso redor. O tempo escorre pelas mãos.

Parece impossível enfrentar alguns inibidores pessoais como o falta de conhecimento sobre determinado tema, a necessidade de imediatismo, a falta de crença em nós mesmos e uma aversão cada vez maior ao risco. Mas para ser inovador, é necessário.

Pense se isso é o melhor que você pode fazer. Se está se empenhando de fato nas suas atividades e usando toda a sua capacidade de verdade ou fazendo apenas o que é necessário e suficiente.

A reinvenção de nós mesmos se dá apenas quando mudamos a lente do nosso olhar para fazer sempre o melhor. Pessoas que se acomodam têm dificuldade em inovar. A reinvenção de si próprio é um exercício e um convite ao crescimento individual. No início a sensação de desconforto é grande, mas depois sentimos como faz bem provar o novo e aprender algo mais.

Ao se reinventar, será inovador e colherá resultados positivos como ser reconhecido pela sua família ou empresa, criar valor para seu negócio, ser mais útil a um determinado problema. A reinvenção de si próprio potencializa as grandes idéias e gera a inovação.

Recuse-se a se acomodar, embora tudo esteja mudando, a maioria das coisas permanecem constantes como ética, respeito, comprometimento, lealdade sempre importantes . E o nosso futuro está embutido no que fazemos de nosso presente.

Reinvente-se, descubra novas formas de fazer o que faz hoje e melhor. Saia da zona de conforto e arrisque. Tenha novas lentes nas formas de olhar, e uma série de oportunidades estarão te aguardando.

*Breve depoimento de quem é Martha Terenzzo: Após 25 anos de carreira como executiva, e sete anos sem férias, decidiu se reinventar. Foi aprender e fazer coisas novas. Hoje se considera “multitasker”-ou seja, multifunções, dá aula na ESPM sobre Inovação, é Vice Presidente do Retail Association, dá consultoria em Marketing, Inovação e Negócios, faz palestras nas empresas e eventos de Marketing, conseguiu ir para o deserto do Atacama depois de sete anos de falta de férias, aprendeu a patinar (um pouco), é mentora de jovens profissionais em transição de carreira, é astrônoma amadora, e entrou no Mestrado onde cursará Comunicação e Consumo. Apesar de ser imigrante digital pela idade, participa de algumas redes sociais como facebook, linkedin e twitter. E adora compartilhar as informações e aprender com as pessoas.

terça-feira, 23 de março de 2010

Inovação e Conversas - para dar forma ao nosso futuro por Martha Terenzzo*

Como inovar se a cada dia estamos mais inseguros com o amanhã? E se para dar forma ao nosso futuro precisamos de inovação, como fazer isso nas mais diversas situações e momentos de nossa organização?

Qualquer metodologia de inovação deve ser customizada para cada empresa e adaptada para resolver os problemas mais distintos.

Necessidades de clientes e consumidores cada vez mais fragmentadas demandas incertas e possibilidades infinitas de escolha. Para a indústria que necessita inovar, há geração de custos e uma possibilidade de gerar confusão com novos produtos e serviços que as pessoas não necessitam.

Há a pressão tecnológica nos arrebatando com a obsolescência planejada cada vez mais rápida. Vivemos momentos tecnológicos complexos e velozes. E uma onda de regulamentação ambiental, ainda burocrática, mas prioritária, para sobrevivência futura deste planeta, mas que gera novos custos internos.

Algumas organizações tem a criatividade e estrutura para implementação da inovação e mudança de seu futuro. Mas ao lançar um novo olhar ao tema, percebemos que as empresas com seus colaboradores ainda têm muito receio de inovar. A inovação representa risco, e conseqüentemente exposição das pessoas num determinado projeto.

Para moldar o futuro de uma organização, é necessário ser flexível, sensível e aberto para gerar diálogos que sejam colaborativos entre parceiros, colaboradores, fornecedores.

A empresa que quer inovar terá que criar sua própria metodologia e ter uma voz própria para fazer a diferença na vida destas pessoas e de toda a rede de stakeholders. É possível fazer isso através de conversas, compartilhando conhecimentos e detectando novas oportunidades de ação conjunta.

A inovação será de fato a que gerar valor para o negócio e resolva um problema através da prática do diálogo colaborativo.
  • Converse com clientes e pessoas que deseja impactar. Entendendo as suas reais necessidades, seus motivadores e discriminadores de experiência de compra
  • Converse com equipes sobre frustração e fale sobe a verdadeira razão da palavra resiliência
  • Converse sobre a necessidade de ser rápido nas decisões e como isso, pode ser feito. A economia de tempo será o seu maior aliado
  • Sintonizar-se com tudo que está ao seu redor em termos de tendências e sinais periféricos do que vem por aí. Antecipar-se as necessidades das pessoas é uma vantagem competitiva
  • Converse sobre o que de fato é relevante para as pessoas. Inovação sem relevância está fadada ao insucesso
  • Introduza a co-criação colaborativa na empresa através de redes de inovação com participação ativa do consumidor, consultores externos e parceiros. Eles trarão novos “insights” através de reais problemas do dia-a-dia e com uma visão mais aberta para inovar.
A Inovação nos dias de hoje deve ser moldada a necessidade individual da empresa e das pessoas. Como melhorar a inovação na sua empresa? Conversando com pessoas.

*Martha Terenzzo é gestora de inovação e business da Inova 360º. Você pode contatá-la pelo MSN (martha.terenzzo@hotmail.com), Linkedin (martha.terenzzo@uol.com.br) ou Twitter (@marthaterenzzo9).

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Programa 20 - Design Thinking e Inovação- Martha Terenzzo e Andre Coutinho

Você sabe o que é Design Thinking? E co-criação? Falamos muito em inovação hoje em dia, porém para ter resultado significativo é preciso disciplina e usar ferramentas adequadas e customizadas para cada empresa.

Fortemente ensinado nas Business Schools nos Estados Unidos e ainda pouco explorado no Brasil, o Design Thinking é um método para alavancar a inovação em qualquer área que tem um grande potencial de aplicabilidade às plataformas e disciplinas de ensino.

Paola Tucunduva convidou Martha Terenzzo e Andre Coutinho, especialistas em Inovação e Design Thinking para conversar sobre como usar essas ferramentas para preparar a sua empresa para inovar, no próximo Programa Alma do Negócio

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Você sabe o que é Design Thinking?

Você sabe o que é Design Thinking? E co-criação? Falamos muito em inovação hoje em dia, porém para ter resultado significativo é preciso disciplina e usar ferramentas adequadas e customizadas para cada empresa.

Fortemente ensinado nas Business Schools nos Estados Unidos e ainda pouco explorado no Brasil, o Design Thinking é um método para alavancar a inovação em qualquer área que tem um grande potencial de aplicabilidade às plataformas e disciplinas de ensino.

Paola Tucunduva convidou Martha Terenzzo e Andre Coutinho, especialistas em Inovação e Design Thinking para conversar sobre como usar essas ferramentas para preparar a sua empresa para inovar, no próximo Programa Alma do Negócio, dia 04/02/2010, às 15hs, no canal da web www.uptv.com.br.

Martha Terenzzo tem experiência de mais de 25 anos na área de Marketing e Inovação. Atua como consultora de empresas de grande e médio porte para Inovação e Marketing, é Vice Presidente de Informações do Retail Marketing Association-POPAI, Diretora da Inova 360º consultoria de Inovação e Business, professora de Marketing e Gestão da Inovação na ESPM, MADIA School, FIA/PROVAR, IBMODA e Palestrante APAS, FAAP, in company em diversas empresas.

Andre Coutinho é designer de inovação pela Symnetics Consultoria, trabalhou nos últimos 13 anos com 50 organizações no Brasil, America Latina e África. Professor de empreendedorismo e inovação da Business School São Paulo, ESPM e FIAP. Co-autor do livro Gestão da Estratégia: Experiências e Lições de Empresas Brasileira.

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