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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A Transição por meio de Alice, Por Paulo Kretly*

As aventuras de Alice no País das Maravilhas não povoaram só a criatividade do cineasta Tim Burton, que passou quase dois anos filmando Alice, um sucesso de bilheteria. O clássico escrito em 1865 pelo inglês Lewis Carroll é inspirador em muitos aspectos. Em Através do Espelho, uma continuação do clássico, Alice e a Rainha Vermelha pararam para descansar sob uma árvore depois de terem corrido a toda velocidade. Alice então olhou para os lados e questionou:

“- Acho que ficamos sob essa árvore o tempo todo! Tudo está igualzinho!

- Claro que está – disse a Rainha. – O que você esperava?

- Em nossa terra – explicou Alice, geralmente se chega noutro lugar quando se corre muito depressa e durante muito tempo como fizemos agora.

- Que terra mais vagarosa! – comentou a Rainha. – Pois bem, aqui, veja, tem de se correr o mais depressa que se puder quando se quer ficar no mesmo lugar. Se você quiser ir a um lugar diferente tem de correr, pelo menos, duas vezes mais rápido do que agora.”

Não é incomum acharmos que precisamos ser constantes em nosso trabalho, mas corremos e não saímos do lugar. A constância pode ter um efeito parecido com a inércia, lei escrita por Isaac Newton. Segundo Newton, um corpo em movimento continuará se movendo indefinidamente caso nenhuma força externa aja sobre ele. No entanto, para que as interferências que temos em nossas vidas sejam positivas, temos de interiorizar o conceito da perseverança. A perseverança precisa de constância para persistir nas estratégias usadas, ou até na consciência de que se deve mudá-las para atingir um objetivo. No entanto, se a constância não estiver atrelada à perseverança pode virar mesmice e apego à rotina. Quem é perseverante corre duas vezes mais rápido como falou a rainha.

Quando uma organização acredita nisso e comunica o conceito à sua equipe é mais fácil que seus colaboradores saiam do comodismo para operar mudanças, fazendo com que a empresa alcance seus objetivos. É importante lembrar que, ser perseverante não é ser obcecado, insistir em erros, não aceitar opiniões ou ter reações prepotentes. Por melhor que seja um colaborador, ele tem de mostrar qualidades ao seu gestor e a capacidade de ir mais além, para que não seja perpetuado em uma função que certamente desempenha bem, mas nada mais do que isto.

As interferências, como na lei da física, são as coisas que mais necessitamos para sermos impulsionados para a frente. Porém, cabe a nós decidir se o desafio nos derrubará ou nos dará forças para dar a volta por cima.

O que fez Nelson Mandela, um menino pobre da comunidade rural, ter se tornado líder revolucionário e chegar a ser presidente da África do Sul? “Nunca fui um messias, mas um homem comum, que se tornou um líder por causa de circunstâncias extraordinárias”, comentou Mandela, firme em seus propósitos. Como principal representante do movimento antiapartheid ele foi um grande guerreiro pela liberdade e apesar de ter passado 27 anos na prisão, seus esforços foram e são reconhecidos.

Em proporções diferentes o ser humano, em geral, tem oportunidades de se superar. Recentemente a Revista Veja citou que diversos setores da economia brasileira crescem numa velocidade superior a 10% ao ano e que a subida da maré econômica tira milhões de brasileiros da pobreza e, no nível superior da pirâmide social, está produzindo um novo milionário a cada dez minutos. E conta ainda como os empreendedores tem tirado proveito dessa fase de prosperidade. No entanto, nem sempre foi assim e apesar de estar feliz com os bons resultados e a perspectiva de um futuro próximo favorável, fiquei ponderando o quanto o brasileiro teve de desenvolver a criatividade e a pró-atividade para superar seus obstáculos pessoais, profissionais e da própria economia do país.

As últimas décadas foram de transição e levaram a mudanças substanciais para termos os resultados que colhemos agora. A transição garante que as mudanças rompam com hábitos, tradições ou estruturas obsoletas e até improdutivas substituídas por um sistema mais benéfico e produtivo. A frase de Jack Welch reitera esses conceitos: “Ao buscar o que é aparentemente impossível, você muitas vezes faz o impossível”. O segredo de um líder é fazer com que sua equipe acredite em seu próprio potencial.

*Paulo Kretly é presidente da FranklinCovey Brasil (www.franklincovey.com.br), e reconhecido palestrante em liderança, gestão e produtividade pessoal e interpessoal.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Liderança usando a Teoria U

A alguns anos venho estudando Constelação Organizacional e em nossa entrevista com Jan Jacob Stam, Diretor do Instituto Hellinger da Holanda, ele mencionou a Teoria U de Otto Scharmer como um caminho para a mudança organizacional através de uma liderança dentro da visão sistêmica. Quando encontrei uma reportagem sobre a Teoria U na edição de Dezembro/08 da revista HSM Manegement gostei da forma que eles explicam e acredito que pode te ajudar a entender melhor como ela funciona na prática e principalmente que grandes empresas já estão utilizando esse novo conceito.Leia abaixo um extrato da repotagem.

Como explicar a Teoria U em poucas palavras?
É uma nova lente para olhar a liderança e a gestão, e também um tipo de metodologia. Como lente, observa a liderança e as habilidades sociais de um ponto de vistaprofundo, que não só leva em conta o que fazem os líderese como o fazem, mas que enfoca algo que não tinhasido contemplado pelos teóricos: o lugar de onde atuam.E ali o primeiro nível é a qualidade da atenção. A primeiravez que percebi essa ideia foi durante uma conversa com o ex-presidente-executivo da Hanover Insurance,Philip Ryan. Ao falar das experiências mais importantesde seus 25 anos de liderança, ele me disse que o sucesso dependia de seu estado interior, da qualidade da atenção que devotava a cada situação. Comecei a entender qualé o impacto da qualidade da atenção que colocamos em nosso trabalho e em nossa vida. Para resumir em uma frase a Teoria U: a atenção que se presta a uma situação determina a forma como ela evoluirá.
Qual seria uma qualidade de atenção desejável?
Depende da situação. Se o ambiente é normal e nada de especial acontece, e você está feliz com os resultados individuais e da organização, não tem sentido modificar alguma coisa. Mas, se estão acontecendo muitas mudanças e os resultados individuais seus e coletivos não correspondem ao que as pessoas se sentem inspiradas a criar, então é preciso ampliar ou aprofundar sua atenção. Quanto maior a mudança interior e exterior,mais você se verá obrigado a reduzir a velocidade e abrir não só sua mente, mas também seu coração. A maneira de lidar com situações difíceis é conectar-se com os três níveis de atenção: mente aberta, coração aberto e vontade aberta.
Como se alcançam esses níveis de atenção mais profundos? Existe algum método?
Assim que se enfrenta uma grave crise pessoal ou uma experiência próxima da morte, a pessoa para e começa a prestar atenção ao que é realmente importante.Uma crise nos obriga a fazê-lo. Mas também há formas proativas de cultivar, individual e coletivamente,espaços de quietude e silêncio onde parar e conectar-se com o que acontece, e refletir sobre isso em sua totalidade.É disso que trata a boa gestão e a boa liderança:de prestar atenção, de conectar-se com maneiras mais profundas de se relacionar com uma situação, sem que uma força exterior se imponha. Ao submergir para esses níveis mais profundos, surgem inovações originais.Toda experiência em uma equipe de alto desempenho está vinculada, coletivamente, aos níveis de atenção e escuta mais profundos.
Para ler a integra da reportagem clique no link abaixo:
http://br.hsmglobal.com/notas/42084-a-teoria-u-e-resposta-crise

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Programa do dia 28/01 é sobre Liderança com a FranklinCovey, ao vivo!

Falar em liderança é sempre muito enriquecedor, pois o líder é responsável em construir resultados excepcionais contínuos com a sua equipe, clientes e mercado. Para isso os líderes precisam enxergar as pessoas como um todo – corpo, coração, mente e espírito.

Dados levantados pela FranklinCovey mostram que “o trabalhador da Era do Conhecimento precisa de grandes líderes que engajem a cabeça e o coração das pessoas, não somente as mãos. Mas a maioria dos líderes ainda usa a prática da Era Industrial” e ainda, “a transição entre a Era Industrial e a Era do Conhecimento resultou em quatro problemas crônicos enfrentados pelos líderes de hoje: a ausência de confiança, incerteza estratégica, falta de liderança experiente e a guerra por talentos”.

E é para conversar sobre como potencializar os resultados da equipe através da liderança com uma abordagem prática que Paola Tucunduva convidou o Diretor de Conteúdo da FranklinCovey do Brasil, Luciano Meira para estar no próximo Programa Alma do Negócio, dia 28/01/2010, às 15hs, no canal da web http://www.uptv.com.br/.
O Programa Alma do Negócio é um programa de entrevistas que vai ao ar, todas as 5ª-feiras, das 15hs às 16hs, pelo canal www.uptv.com.br, e fala de forma clara e objetiva o que está acontecendo no mundo dos negócios. Idealizado e apresentado por Paola Tucunduva tem o objetivo de inspirar empreendedores através de entrevistas com empresários e consultores de sucesso.

Luciano Meira é o consultor da FranklinCovey responsável por coordenar a tradução, adaptação e implementação no Brasil de novos programas, a exemplo de “Liderança – Grandes Líderes, Grandes Equipes, Grandes Resultados” e “Os 7 Hábitos dos Adolescentes Altamente Eficazes”. Como facilitador, já conduziu workshops para grandes clientes como Volkswagen, Embraer, Kimberly Clark, Faber Castell, Petrobrás, Casa da Moeda, CEPEL, Microsoft entre outras.
Não perca!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Programa sobre Liderança de 24/09/2009

Neste programa falo sobre o tema: Liderança e Desenvolvimento de Equipe.
Eu estive em Porto Alegre num Congresso do SBDG sobre este tema, tive oportunidade de ouvir Paulo Gaudêncio, José Ernesto Bologna, Fela Moscovici, Alcione Santin (Diretor Comercial da Perdigão-Sadia), Milton Killing (empreendedor) e grandes especialistas no trabalho de desenvolvimento de equipe, assunto que tenho grande interesse por vivenciar o desafio diário no desenvolvimento de uma equipe de 250 colaboradores na busca do crescimento e sucesso da nossa lavanderia.