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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Direção e velocidade caminham juntas - *Por Paulo Kretly

Não adianta ter atitude, ser ágil, fazer tudo pra ontem, se não há um caminho traçado, uma direção a seguir. Saber para que e por que se está correndo faz toda a diferença. A administração do tempo também é fundamental para conquistar os objetivos pretendidos. Em nosso trabalho com diferentes empresas muitas vezes nos deparamos com pessoas ativas, competentes e que sonham em alcançar uma posição de destaque em suas carreiras. Essas mesmas pessoas enfrentam um problema semelhante: a dificuldade de colocar o que é mais importante em primeiro lugar em suas vidas. E por que essa dificuldade aparece?

Um gerenciamento inadequado de nossas prioridades semanais e diárias, além de uma abordagem com foco apenas na eficiência e não na eficácia, afetam diretamente nosso desempenho. Vou usar a linguagem figurada para tentar explicar esse conceito através da bússola (que representa nossos valores e princípios) e o relógio (que são nossos compromissos e tarefas). Uma grande lacuna aparece quando percebemos que as atividades que desenvolvemos não são as que mais importam em nossas vidas. A percepção disso, na maioria das vezes, só aparece em situações de sofrimento, como, por exemplo, a perda de um emprego.

É num momento assim, de profundo desespero, que muitas pessoas começam a refletir e descobrem que não estão gerenciando seu tempo de modo a conquistar os seus verdadeiros objetivos de vida. E é aí que a pessoa pode iniciar um processo de mudança. Se ela quiser mudar, terá de encarar algumas questões fundamentais. Uma delas é a diferença entre eficiência e eficácia. Um projeto pode ser desenvolvido com maestria, ser totalmente eficiente nas suas diretrizes e procedimentos, além de ser realizado em tempo recorde, mas se ele não nascer de uma reflexão profunda e madura sobre a sua necessidade, suas implicações e seu alinhamento com valores e princípios sólidos, ele não vai durar muito tempo e os problemas começarão a aparecer, ou seja: pode ser uma ação eficiente sem ser, no longo prazo, realmente eficaz.

É assim também com as mudanças estruturais, que são as mais complicadas e as mais necessárias. Você tem um problema, foca e tenta resolver. Certamente consegue, mas e a raiz que originou esse problema? Continua lá? Na maioria das vezes sim e inevitavelmente o problema retorna ou aparece de uma forma diferente.

Na verdade, o que mais precisamos é ultrapassar uma noção superficial de gerenciamento do tempo para chegarmos ao conceito de liderança do nosso próprio caminho.

Planeje, agende, administre. Mas procure analisar com tranquilidade o caminho a seguir. A síndrome da urgência está fazendo com indivíduos e organizações abandonem a noção de qualidade. As pessoas, no geral, acreditam que é possível ter uma vida melhor se a mesma estiver totalmente sob controle, mas isso é uma ilusão. Na verdade o que podemos controlar são as escolhas que fazemos, mas não o resultado delas ou as atitudes das pessoas à nossa volta. Escolhas sábias geram, a médio e longo prazo, excelentes resultados, mas isso não é controle, é visão adequada. Esteja preparado para administrar as mudanças que virão pela frente. Encare os obstáculos que possam vir a aparecer como oportunidades transformacionais, ou seja, novas maneiras de alcançar seus objetivos.

Se você tem uma equipe, tenha em mente que pessoas não podem ser gerenciadas, mas sim lideradas. Se bem orientadas e empoderadas não perdem tempo com atividades impensadas ou triviais e encontram resultados cada vez melhores. Priorize as suas metas com base em valores e busque resultados significativos. Comece por você: direcione e empregue energia no que realmente importa. Seja o exemplo do grupo, mostrando através de seu planejamento e de suas ações que o que se quer é possível alcançar.

Paulo Kretly é presidente da FranklinCovey Brasil (www.franklincovey.com.br), e reconhecido palestrante em liderança, gestão e produtividade pessoal e interpessoal, é especialista em gerenciamento do tempo e vem cativando milhares de pessoas e organizações que o procuram com o desejo de manter suas vidas pessoal e profissional equilibradas.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A Transição por meio de Alice, Por Paulo Kretly*

As aventuras de Alice no País das Maravilhas não povoaram só a criatividade do cineasta Tim Burton, que passou quase dois anos filmando Alice, um sucesso de bilheteria. O clássico escrito em 1865 pelo inglês Lewis Carroll é inspirador em muitos aspectos. Em Através do Espelho, uma continuação do clássico, Alice e a Rainha Vermelha pararam para descansar sob uma árvore depois de terem corrido a toda velocidade. Alice então olhou para os lados e questionou:

“- Acho que ficamos sob essa árvore o tempo todo! Tudo está igualzinho!

- Claro que está – disse a Rainha. – O que você esperava?

- Em nossa terra – explicou Alice, geralmente se chega noutro lugar quando se corre muito depressa e durante muito tempo como fizemos agora.

- Que terra mais vagarosa! – comentou a Rainha. – Pois bem, aqui, veja, tem de se correr o mais depressa que se puder quando se quer ficar no mesmo lugar. Se você quiser ir a um lugar diferente tem de correr, pelo menos, duas vezes mais rápido do que agora.”

Não é incomum acharmos que precisamos ser constantes em nosso trabalho, mas corremos e não saímos do lugar. A constância pode ter um efeito parecido com a inércia, lei escrita por Isaac Newton. Segundo Newton, um corpo em movimento continuará se movendo indefinidamente caso nenhuma força externa aja sobre ele. No entanto, para que as interferências que temos em nossas vidas sejam positivas, temos de interiorizar o conceito da perseverança. A perseverança precisa de constância para persistir nas estratégias usadas, ou até na consciência de que se deve mudá-las para atingir um objetivo. No entanto, se a constância não estiver atrelada à perseverança pode virar mesmice e apego à rotina. Quem é perseverante corre duas vezes mais rápido como falou a rainha.

Quando uma organização acredita nisso e comunica o conceito à sua equipe é mais fácil que seus colaboradores saiam do comodismo para operar mudanças, fazendo com que a empresa alcance seus objetivos. É importante lembrar que, ser perseverante não é ser obcecado, insistir em erros, não aceitar opiniões ou ter reações prepotentes. Por melhor que seja um colaborador, ele tem de mostrar qualidades ao seu gestor e a capacidade de ir mais além, para que não seja perpetuado em uma função que certamente desempenha bem, mas nada mais do que isto.

As interferências, como na lei da física, são as coisas que mais necessitamos para sermos impulsionados para a frente. Porém, cabe a nós decidir se o desafio nos derrubará ou nos dará forças para dar a volta por cima.

O que fez Nelson Mandela, um menino pobre da comunidade rural, ter se tornado líder revolucionário e chegar a ser presidente da África do Sul? “Nunca fui um messias, mas um homem comum, que se tornou um líder por causa de circunstâncias extraordinárias”, comentou Mandela, firme em seus propósitos. Como principal representante do movimento antiapartheid ele foi um grande guerreiro pela liberdade e apesar de ter passado 27 anos na prisão, seus esforços foram e são reconhecidos.

Em proporções diferentes o ser humano, em geral, tem oportunidades de se superar. Recentemente a Revista Veja citou que diversos setores da economia brasileira crescem numa velocidade superior a 10% ao ano e que a subida da maré econômica tira milhões de brasileiros da pobreza e, no nível superior da pirâmide social, está produzindo um novo milionário a cada dez minutos. E conta ainda como os empreendedores tem tirado proveito dessa fase de prosperidade. No entanto, nem sempre foi assim e apesar de estar feliz com os bons resultados e a perspectiva de um futuro próximo favorável, fiquei ponderando o quanto o brasileiro teve de desenvolver a criatividade e a pró-atividade para superar seus obstáculos pessoais, profissionais e da própria economia do país.

As últimas décadas foram de transição e levaram a mudanças substanciais para termos os resultados que colhemos agora. A transição garante que as mudanças rompam com hábitos, tradições ou estruturas obsoletas e até improdutivas substituídas por um sistema mais benéfico e produtivo. A frase de Jack Welch reitera esses conceitos: “Ao buscar o que é aparentemente impossível, você muitas vezes faz o impossível”. O segredo de um líder é fazer com que sua equipe acredite em seu próprio potencial.

*Paulo Kretly é presidente da FranklinCovey Brasil (www.franklincovey.com.br), e reconhecido palestrante em liderança, gestão e produtividade pessoal e interpessoal.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Sorteado da semana!

Ola Marcio Sidney,

Parabéns! Você foi o sorteado desta semana para ganhar o livro "Deixe um legado" de Paulo Kretly, da FranklinCovey do Brasil.

Em breve a comunicação do programa entrará em contato, por email, para pegar os seus dados.

Obrigada por acompanhar o blog do Programa Alma do Negócio e boa leitura!

Um abraço!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Você tem sorte? Cadastre-se para o sorteio e concorra!

No dia 29/04, entrevistamos Paulo Kretly, da FranklinCovey do Brasil, sobre o tema Gerenciamento de Tempo. Gentilmente nos foi cedido o livro Deixe um Legado, escrito pelo próprio Paulo Kretly para sorteio.

O sorteio será no dia 03/05, segunda-feira, às 19h.
****Para participar cadastre seu email para receber as atualizações do blog (coluna da direita) e você já está concorrendo! ****

Assim que o sorteio for realizado, divulgaremos aqui pelo blog, twitter e entraremos em contato com o(a) sortudo(a) através do email cadastrado.

Leia uma sinopse do livro e cruze os dedos para dar mais sorte!

Você se sente impotente diante de situações que acredita não poder modificar? Você acha que seu crescimento profissional é desestimulado por uma cultura empresarial arcaica e paralisante? Você não consegue encontrar os estímulos de que precisa para o pleno uso de sua criatividade? Você não sabe como nem por onde começar a implementar as mudanças que acredita serem necessárias em diferentes aspectos de sua vida? Então, permita-se explorar todo o potencial de uma "Figura de Transição" de modo a descobrir ou redescobrir, esse mesmo potencial em você. Ele já está aí, à espera de ser revelado. E revelá-lo é uma jornada que começa com um simples ato de vontade!
Boa sorte!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Gerenciamento do Tempo: tema do próximo programa

Gerenciamento do Tempo

Em algum momento da sua vida, você passou o dia inteiro pensando que tem várias atividades para realizar, mas não conseguiu se concentrar em nenhuma delas? Ou quando chegou o final do dia você teve a sensação de ter concluído apenas algumas tarefas do seu planejamento? Mas isso não acontece com freqüência, não é?

Como anda o seu planejamento semanal e diário? No seu dia-a-dia, você consegue diferenciar e dar o tratamento correto para as tarefas importantes e para as urgentes?

São muitas as perguntas, são muitos os aborrecimentos que a falta de planejamento traz... Sabemos o quanto esse assunto é importante, interessante e em muitos casos, urgente, por isso, o programa desta semana será sobre Gerenciamento de Tempo. Você não pode perder!

Assista o Programa Alma do Negócio que vai ao ar nesta 5ª-feira, 29/04/2010, às 15hs, AO VIVO, no canal da web www.uptv.com.br, com Paola Tucunduva e Paulo Kretly e descubra como desenvolver a habilidade de planejar suas semanas e organizar seus dias para que seu tempo esteja dirigido para tarefas realmente importantes.

Paulo Kretly é mestre em Administração de Empresas e graduado em Pedagogia. Possui especialização em administração e marketing pela Fundação Getúlio Vargas e MBA nos Estados Unidos, com especialização em Marketing, pela Hawthorne University Salt Lake City Utah. Atualmente, é o Presidente da FranklinCovey Brasil - líder mundial em eficácia corporativa e pessoal, sendo responsável por toda a operação da empresa no país e professor de pós-graduação em liderança organizacional e legado em algumas universidades do Brasil. É especialista em gerenciamento do tempo e vem cativando milhares de pessoas e organizações que o procuram com o desejo de manter suas vidas pessoal e profissional equilibradas. Autor dos livros Figura de Transição e Deixe um Legado.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sua equipe é intraempreendedora? por Paulo Kretly


*Por Paulo Kretly

Empreendedor não é apenas aquele que cria seu próprio negócio, mas também quem contribui para o crescimento da empresa na qual trabalha e para a melhoria de sua e de outras comunidades.

Buscar em si mesmo iniciativas criativas para solucionar problemas, atingir objetivos e transformar aspirações em projetos, projetos em realidade e a realidade em algo melhor são características dos profissionais do sonho de qualquer empresa que deseja crescer e prosperar, estimular a criatividade de seus funcionários e colaboradores. Esses profissionais são reconhecidos hoje como intra-empreendedores, pessoas que enxergam a empresa em que trabalham como sua; que possuam uma força criativa.


Diante deste cenário - que no passado ameaçava muitos líderes e ainda constrange alguns executivos - a função do líder moderno é estimular a criatividade de seus funcionários e colaboradores, potencializando ainda mais os indivíduos. E esse estímulo deve transparecer inclusive em seu modo de conversar com os membros de sua equipe. Se alguém lhe trouxer uma idéia e o líder se limitar a dizer que isso não funciona, estará jogando um balde de água fria em seu interlocutor.

Por outro lado, o fato de você achar que não funciona não significa que o autor da idéia não seja capaz de encontrar soluções para fazê-la funcionar, caso se sinta encorajado o suficiente. Experimente dizer, em vez disso, algo como: “Você já pensou em como poderia solucionar tais e tais aspectos referentes à sua idéia?”, ou então: “De que forma você poderia colocar isso em prática?”. Se a idéia for de fato inviável, o próprio autor acabará percebendo isso por si próprio, sem se sentir humilhado ou rejeitado. E não se sentirá constrangido ao voltar a procurá-lo com novas idéias, ou com novas soluções para viabilizar a idéia anterior. Lembre-se: o primeiro requisito para ter uma equipe criativa é não subestimar a criatividade de ninguém. Reflita sobre o modo com o qual você está lidando com as idéias e sugestões de seus colaboradores. Se você se identificar com as respostas da primeira coluna da tabela a seguir, experimente passar para as respostas da segunda coluna e observe. Os resultados irão surpreendê-lo.


As respostas da segunda coluna contribuem para gerar um clima de confiança, no qual os funcionários se sentem estimulados a pensar e a propor novas idéias. Naturalmente, fazem parte das atribuições de um líder cancelar projetos e recusar propostas, às vezes até mesmo contra sua vontade, em função de determinações superiores. Mas o bom líder lida com isso de maneira a provocar o menor dano possível na auto-estima e no entusiasmo de seus funcionários. E mais: se ele for um líder realmente excepcional, saberá converter o problema em desafio, e o desafio em motivação capaz de estimular a criatividade de sua equipe.


Fonte: Paulo Kretly é presidente e consultor da FranklinCovey Brasil e autor de Figura de Transição – O Poder de Mudar Gerações.